“Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus.”

Romanos 3:10-11

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26 de setembro de 2026

Ninguém é justo por si (Romanos 3:10-11)

Romanos 3 conclui que todos estão debaixo do pecado. Entenda por que admitir a própria falência é o começo da esperança, não o fim.

Depois de mostrar que nem o pagão nem o religioso alcançam a justiça por si, Paulo fecha o argumento como um tribunal: todos, judeus e gentios, estão debaixo do pecado. E, para não deixar dúvida, reúne uma sequência de textos do Antigo Testamento.

A frase que resume tudo é dura e necessária: não há um justo sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus. Paulo não exagera para chocar. Ele desmonta a ilusão mais antiga do coração humano: a de que, no fundo, somos bons o bastante para nos salvar.

O retrato é abrangente. Fala da garganta, da língua, dos lábios, dos pés, dos olhos. O pecado não é um deslize pontual, é uma condição que alcança o ser inteiro. Há algo torto na própria fonte, algo que só Deus pode consertar. E a lei, diz Paulo, revela o pecado, como um espelho, mas não cura.

Este texto parece pessimista, mas é o chão onde a graça se torna boa notícia. Só quem admite a própria falência recebe o socorro. Enquanto eu achar que me basto, o evangelho fica sem sentido. Reconhecer que não há justiça em mim não é o fim da esperança; é onde ela começa.

Equipe Inspirar.

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